Evento reúne especialistas para debater os efeitos da UHE Belo Monte, da Mineração Belo Sun e do Polo Xingu sobre os povos e comunidades tradicionais da Volta Grande do Xingu

No final de 2017, o Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia, o Movimento Xingu Vivo para Sempre e a Fundação Rosa Luxemburgo, junto à Universidade Federal do Pará – Campus de Belém, deram início a um debate amplo sobre os efeitos destrutivos de políticas de desenvolvimento genocidas e ecocidas que vem afetando os direitos territoriais, étnicos e ambientais na região de Altamira.

Após o seminário As veias abertas da Volta Grande do Xingu: significado acadêmico e político, ocorrido no final de novembro do último ano, os organizadores, em parceria com a Faculdade de Etnodesenvolvimento, propuseram a continuidade desta atividade através de novo seminário no Campus de Altamira da UFPA com foco nos empreendimentos da UHE-Belo Monte, projetos de mineração e de infraestrutura no Polo Xingu.

O Seminário Povos e Comunidades Tradicionais da Volta Grande do Xingu face aos projetos desenvolvimentistas tem como objetivos debater os estudos realizados em consonância com o que os agentes sociais expõem a partir de experiências sociais e interpretações do seu agir-político. Também reforça a demanda, encaminhada à reitoria da universidade, de que a UFPA faça todos os esforços, estudos e outras iniciativas para esclarecer, avaliar e indicar os impactos da implantação do empreendimento minerário de Belo Sun na população da Volta Grande do Xingu, no meio ambiente e no Rio Xingu, considerando os efeitos cumulativos da UHE Belo Monte.

O evento será realizado nos dias 2 e 3 de julho de 2018, no Campus de Altamira. Veja programação abaixo

PROGRAMAÇÃO

Dia 2 de julho de 2018

8:30 – 9:00 – ABERTURA

  • UFPA – CAMPUS DE BELÉM
  • UFPA – CAMPUS DE ALTAMIRA
  • FACULDADE DE ETNODIVERSIDADE
  • MOVIMENTO XINGU VIVO PARA SEMPRE
  • COOMGRIF
  • PA RESSACA
  • PROJETO NOVA CARTOGRAFIA SOCIAL 9h15 – 10h30

9h15 – 10h30 – CONFERÊNCIAS DE ABERTURA: Contribuição da Pesquisa nas Universidades Pública para os Movimentos Sociais: Simone de Fátima Pereira (UFPA) e Antonia Melo (MXVPS)

10h45-12h40 – MESA 1: Questões fundiárias e ambientais do Projeto Volta Grande Mineração

Elielson Pereira da Silva (Doutorando do NAEA/PNCSA)

Selma Solange Monteiro Santos (Doutoranda do NAEA/PNCSA)

Andreia Barreto (Defensora Pública Estadual de Altamira)

Coordenação: Gustavo Moura (Faculdade de Etnodiversidade UFPA)

Intervenções do Público

12h40 -14h00 – Almoço

14h15-15h50 – MESA 2:
Movimentos sociais: práticas e ações de resistência dos povos tradicionais

Rusevel Pereira (Membro da Colônia de Pesca de Anapu)

Daniel Krenak (Liderança do Povo Krenak/Minas Gerais)

Leusa Munduruku (Liderança do Povo Munduruku/Jacareacanga)

José Pereira Cunha (Vice presidente da COOMGRIF)

Leonardo Batista Juruna (Membro do Conselho do Ribeirinhos do Reservatório de Belo Monte)

Coordenação da Mesa: Luiz Cláudio Teixeira (MXVPS)

Intervenções do Público

16:00 – 18:00h – DEBATES TEMÁTICOS EM GRUPOS DE TRABALHO

Temas:

Formas de (re)existência dos povos tradicionais da Volta Grande do Xingu

Estudo sobre formas de acesso e uso dos recursos naturais (terra, água, florestas)

Pesquisas socioambientais na região do Xingu e estudos sobre contaminação

DIA 3 de julho de 2018

8:30 – 10:00 – MESA 3:
Políticas governamentais e empresariais para a Volta Grande do Xingu

Cristiane Carneiro (MPF)

Rosa Acevedo Marin (NAEA/UFPA – PNCSA)

Dimitria Leão (MXVPS)

Intervenções do Público

Coordenação da Mesa: Elielson Pereira da Silva

10h30 – 12h30 – MESA 4: Direitos dos povos indígenas e tradicionais da Volta Grande do Xingu ameaçados com o Projeto da Mineração Belo Sun

Francisco Pereira da Silva (COOMGRIF e AMIR)

Leiliane Pereira (Liderança do Povo Juruna)

Herena Melo (Procuradora e Doutoranda do PPDSTU- NAEA/UFPA)

Marco Apolo (SSDDH)

Coordenação da Mesa: Francilene Parente (Etnodesenvolvimento –UFPA/Altamira)

Intervenções do Público

14h às 17h00 – DEBATES TEMÁTICOS EM GRUPOS

Temas por grupo:

  1. Arqueologia na Volta Grande do Xingu
  2. Direitos dos povos indígenas e das comunidades tradicionais (garimpeiros, extrativistas, pescadores e agricultores assentados)
  3. Estratégias de Informação e comunicação críticas.
  4. Reunião final de conclusões, encaminhamentos e ações.

AÇÃO ARTÍSTICO-CULTURAL

Lançamento do Boletim 12 – Povos Tradicionais do Volta Grande do Xingu: garimpeiros, agricultores, assentados indígenas, pescadores e Moradores. Cartografia da Cartografia Social: uma síntese das experiências. Dezembro, 2017.

Rádio Janela Xingu Vivo (com rádio Exu e rádio Catimbó)

Mostra de Fotografias “As Veias Abertas da Volta Grande Xingu”

Mostra de Vídeos

REALIZAÇÃO

Universidade Federal do Pará/

Faculdade de Etnodiversidade

Campus Altamira/UFPA

Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia -PNCSA

Movimento Xingu Vivo Para Sempre

Cooperativa Mista dos Garimpeiros da Ressaca,

Itata, Galo, Ouro Verde e Ilha da Fazenda

APOIO

Faculdade de Artes Visuais-FAV/UFPA

Grupo de Pesquisa Lab Ampe/UFPA

Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos

Movimento das Mulheres no Campo e na Cidade

Amazônia em Chamas

Radio Exú

Rádio Catimbó

Poema

ASW-AKTIONSGEMEINSCHAFT

FAOR/ASW Heidehof

Fonte: http://www.xinguvivo.org.br/2018/06/27/seminario-discute-impactos-de-grandes-projetos-no-xingu/