Sobre pessoas que inspiram e me fazem querer ser alguém melhor

No último mês, tive o privilégio de participar pelo Greenpeace da etapa Nordeste do projeto Banana-Terra. Foi lindo, intenso e especial por tantos motivos que teria que escrever um livro para expressar.

Esse projeto é especial por todos os motivos existentes na face da Terra: é sobre pessoas, ativismo, companheirismo, conhecimento e amizade. É uma ferramenta para jovens ativistas que apoiam a luta por direitos humanos e meio ambiente, que querem multiplicar conhecimento e a mudança, encorajando a luta por um mundo mais justo para todos e todas.

Trinta e três jovens, de nove estados do Brasil, que se mostraram dispostos a me ensinar e compartilharam comigo um sentimento de amizade e companheirismo. Falamos sobre mudanças de poder, de atitudes de mobilização, aceitação dos próprios corpos, sobre direitos humanos, preconceito, ativismo, empatia e mais um bocado de coisas.

Trabalhei bastante junto a outros colegas em três dias de oficina. Dentre as atividades, muita escuta, muita atenção, intenção, trocas de ideia, construção de projetos, atividades em grupo e dinâmicas para se pensar um modelo de mundo melhor.

Foi um “boom” de sentimentos com um único objetivo: mudar a vida das pessoas. E pessoas nesse contexto são entendidas em toda a sua diversidade: aquelas próximas a nós, às que vivem em comunidades indígenas, sobre aquelas que não têm oportunidade de frequentar a escola, os produtores rurais, homossexuais. Todos os tipos de pessoa!

Projeto Banana-Terra, São Luís – MA ©Julia Mente / Greenpeace

E nós, que estávamos lá trabalhando, também tivemos nossa vida mudada. A dedicação desses ativistas, a generosidade em compartilhar suas histórias, a confiança que depositaram em mim e uns nos outros… Tudo isso fez com que nós acreditássemos na nossa capacidade individual de mudar a vida das pessoas e tornar o mundo um lugar melhor.

Nordeste, será sempre assim, sorrindo para mim? Vocês são solares, iluminados, daqueles que fazem impossível não se deixar contagiar pela felicidade. Como é bom ter exemplos de profissionais, de espelhos, de quem quero ser e de poder trabalhar com outras Organizações que tanto admiro.

Fui ouvido e presenteado anonimamente por comentários como “obrigado por me ouvir” e “obrigado por ter feito eu me sentir uma pessoa melhor”. Como não amar esse trabalho? Logo eu, que sempre tive tanta dificuldade em me aceitar e de acreditar no meu potencial enquanto profissional e ser humano.

Projeto Banana-Terra, São Luís – MA ©Julia Mente / Greenpeace

Sei que sou exceção, que nem todos acordam felizes para trabalhar, que acreditam que são causadores de uma mudança positiva no mundo. Somos poucos, os que amam acordar cedo, sair de casa e “botar a mão na massa”, mas preciso dizer: Eu amo!

Esse projeto ainda vai continuar crescendo, como uma árvore, e as flores serão os impactados pela mudança. Conheçam mais sobre o projeto acessando o site do Banana-Terra: www.bananaterra.org.br e também no Greenwire, no Grupo Banana-Terra. Lá você pode acompanhar o trabalho dos multiplicadores e debater sobre questões de meio ambiente e direitos humanos.

Obrigado Greenpeace Brasil e Anistia Internacional Brasil por terem me possibilitado ser parte do #ProjetoBananaTerra.

Fonte: https://www.greenpeace.org/brasil/blog/a-energia-contagiante-do-banana-terra/