Dona Moemia junto com seu Aldenor foram fundamentais na criação e fortalecimento da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé.
Em 1992 a ONG criada tinha nela e em seus membros fundadores o aporte para lutar na defesa dos direitos indígenas e do meio ambiente.
Seringueira veio cedo para Rondônia na companhia do marido indo morar no seringal Porto Franco, morava num tapiri junto com as filhas, marido e cunhados.
Passados os anos vivendo na mata, queria que as filhas estudasse e mudou-se para Porto Velho. Colocou as filhas na escola e dizia: “estudem, o que se tem e ninguém toma é o conhecimento “.
De fala franca, as vezes duras ajudava a manter o sonho de ter um planeta melhor, uma floresta em pé e os direitos dos indígenas seguros.
Era testemunha de Jeová acreditava no paraíso, porisso não tinha medo da morte, e queria levar muitos para o paraíso com ela, assim saia por aí ensinando as pessoas sobre a Bíblia e a necessidade de servir a Deus.
Amava viajar e o fez muito, conhecendo países e cidades.
Numa dessas viagens contraiu COVID.
Ontem dia 30/09/2020 resolveu por conta própria que ia fazer uma viagem maior, sem levar ninguém junto como sempre fazia.
Viajou para o paraíso tão sonhado.
A Kanindé se despende dizendo
MUITO OBRIGADA.

 

 

Fonte: http://www.kaninde.org.br/nota-de-despedida/

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