O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o ministro do Turismo, Gilson Machado, e o comandante do Exército Brasileiro, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, visitaram a Unidade de Estratégia Família (ESF) Marajó neste sábado, 24 de abril, em Cristalina (GO), e conheceram o projeto piloto de Telessaúde aplicado no local, que dever ser replicado em todo o Brasil, principalmente para áreas de difícil acesso.

A iniciativa faz parte de um esforço que inclui os ministérios da Saúde, Defesa, Comunicações, Cidadania, Educação, Economia, Ciência e Tecnologia e Minas e Energia. A telessaúde é uma das estratégias de Saúde Digital, do Ministério da Saúde, e também está sendo implementada pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) nos Polos Base dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI).

“O governo é um só e tem que trabalhar de forma integrada, observando a representatividade tripartite do SUS, da qual participam o governo federal, os estados e os municípios, e é aqui, na unidade básica, que o usuário tem a porta de entrada. Então, precisamos investir mais na atenção primária para que o paciente não precise recorrer à atenção especializada”, afirmou o ministro Queiroga.

Representantes da Saúde e da Defesa viram de perto o atendimento remoto em várias especialidades, como dermatologia e oftalmologia. Queiroga fez um exame de vistas de forma remota – por meio de um capacete com lentes controladas à distância, um oftalmologista em Goiânia conduziu o exame e, no fim da consulta, já foi possível emitir a prescrição.

O assessor da SESAI, Carlos Colares, representou a Secretaria na visita. Os 34 DSEI receberão a doação do kit de telemedicina da empresa de mineração Vale para realizar os atendimentos médicos à distância com especialistas diretamente nos Polos Base das áreas indígenas. “A Telessaúde reduz o tempo de atendimento, os custos de deslocamento de pacientes e profissionais de saúde e possibilita atendimento com especialistas em áreas de difícil acesso”, explica. Os casos de urgência e emergência continuarão sendo removidos pelos DSEI até a rede hospitalar do Sistema Único de Saúde (SUS) mais próxima.

Exames e consultas com médicos cardiologistas, oftalmologistas, dermatologistas e pneumologistas serão feitos nos Polos Base, em área indígena, reduzindo o deslocamento dos pacientes para exames de rotina ou consultas nas cidades. Esta importante estratégia garante a permanência dos indígenas nas aldeias durante a pandemia causada pela COVID-19 e agiliza o tempo de atendimento.

A Telessaúde utiliza internet banda larga do Programa Conecta Brasil, do Ministério das Comunicações, que está sendo implantando em 330 pontos de internet, via Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão (GESAC), nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas. Muitos Polos Bases e Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) da região amazônica estão em áreas indígenas de difícil acesso onde clima e logística dificultam o deslocamento das equipes e dos indígenas. Mais de 755 mil indígenas serão beneficiados com medicina a distância em todo país.

Os equipamentos doados pela empresa Vale devem chegar até o mês de julho nos 34 Distritos. Os kits conterão: maleta de proteção, notebook, webcam de alta resolução, monitor paramédico portátil e telequipamentos de cardiologia, pneumologia, oftalmologia e dermatologia.

Fonte: https://saudeindigena1.websiteseguro.com/coronavirus/viewNoticia.php?CodNot=1204f8cd28

Thank you for your upload