Foto: Raquel Uendi

Saiba o que teve de mais importante no monitoramento do Observatório dos Direitos e Políticas Indigenistas na última semana (31/10-07/11).

São Gabriel da Cachoeira (AM), município mais indígena do Brasil, deu 80,63% dos votos para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em outros municípios no Alto e Médio Rio Negro, em uma das regiões mais preservadas da Amazônia, Lula teve mais de 65% dos votos. Agora, Marivelton Barroso, do povo Baré, Diretor-presidente da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), espera participação dos indígenas da região no novo governo. Ele projeta uma reconstrução da política de direitos indígenas e o protagonismo dos povos indígenas no novo governo, com a ocupação de cargos de liderança no prometido Ministério dos Povos Indígenas ou Ministério dos Povos Originários e na Fundação Nacional do Índio (Funai). “As pastas que são para trabalhar com os povos indígenas [devem ser ocupadas pelos povos indígenas] nessa construção participativa, seja no controle social, seja na implementação das ações, seja no protagonismo da política de gestão ambiental e territorial das terras indígenas”, disse. 

Em entrevista ao programa Central do Brasil, do Brasil de Fato em parceria com a TVT, a deputada eleita Sônia Guajajara (PSOL-SP) afirmou que o governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai “reposicionar o Brasil” na discussão internacional sobre as mudanças climáticas. Ela é uma das principais cotadas para assumir o Ministério dos Povos Originários, que será criado por Lula. 

Lideranças indígenas ligadas à Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) irão participar da 27ª Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP27). Com a presença do presidente eleito Lula (PT), os indígenas vão defender o papel dos povos originários na agenda ambiental que será assumida pelo novo governo. “No Brasil não há solução para a crise climática sem a demarcação de terras e, consequentemente, a proteção dos povos indígenas. Nós temos uma relação íntima com a Mãe-natureza e vemos de perto os efeitos da destruição ambiental que Bolsonaro causou, agora com Lula esperamos trabalhar juntos para que a situação mude”, diz Dinamam Tuxá, coordenador executivo da APIB. 

Índio do buraco. Último da sua etnia, o índio do buraco foi encontrado morto em 23 de agosto. Mesmo depois de sua morte, sofreu diversas violações até o sepultamento. Seu corpo ficou fora de seu território por 71 dias entre a perícia em Brasília (DF) e a espera do enterro num depósito da PF em Rondônia. Ele foi enterrado no dia 4 de novembro na terra indígena Tanaru, sul de Rondônia.

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