No dia 8 de abril, durante o Acampamento Terra Livre (ATL), uma comissão de lideranças indígenas de Roraima se reuniu, com representantes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) para tratar do caso Gabriel. Participaram do encontro o procurador federal Danilo Miranda e o especialista em indigenismo Crizantho Alves Fialho Neto, representando o órgão.
Durante a reunião, as lideranças relataram os detalhes do caso e externaram preocupação com o resultado da perícia realizada pelo estado de Roraima, que apontou maior probabilidade de a morte ter ocorrido por acidente. Diante disso, reforçaram a necessidade de acompanhamento próximo por parte da Funai em todas as etapas da investigação e dos processos relacionados.
As lideranças também solicitaram a realização de um laudo pericial independente, além da federalização da investigação. Segundo elas, a morte de Gabriel envolve direitos coletivos, em razão de sua atuação, o que justificaria uma apuração mais ampla e isenta.



Durante a reunião, as lideranças relataram os detalhes do caso e externaram preocupação com o resultado da perícia realizada pelo estado de Roraima. Fotos: Ascom/CIR
Os representantes da Funai informaram que já solicitaram acesso a todos os relatórios produzidos pela Polícia Civil de Roraima. Após o recebimento, os documentos serão analisados e, posteriormente, recomendações deverão ser emitidas.
Embora as perícias já tenham sido concluídas, o delegado responsável pelo caso solicitou o arquivamento, classificando o ocorrido como fato atípico. Ainda resta, no entanto, a manifestação do Ministério Público Estadual (MPE).
O Conselho Indígena de Roraima (CIR) formalizou pedidos de laudo independente e de federalização da investigação junto ao Ministério Público Federal (MPF), à Funai e ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. As lideranças seguem mobilizadas, cobrando transparência e justiça no caso.
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