Cooporgulho e parceiros se reúnem para visita técnica.
Nesta semana, a Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé participou de uma visita técnica ao espaço onde será implementada a Estufa Comunitária Amazônica, no Residencial Orgulho do Madeira, em Porto Velho (RO). A atividade integra o projeto Cooporgulho Viva: Trabalho Digno, Sustentabilidade e Direitos na Periferia Amazônica, iniciativa da Cooporgulho, organização comunitária de base que atua no fortalecimento da economia solidária, geração de renda e organização coletiva no território.
Na área socioambiental, o projeto prevê a implantação de pátios de compostagem comunitária, distribuição de recipientes para separação de resíduos orgânicos, oficinas práticas sobre compostagem e assistência técnica agroecológica em parceria com instituições públicas.
Como parte central da iniciativa, serão construídas 12 unidades da Estufa Comunitária Amazônica, estruturas de 60m² voltadas à produção agroecológica contínua de hortaliças. As estufas contribuirão para a segurança alimentar das famílias, geração de renda e fortalecimento da sustentabilidade territorial, integrando produção de alimentos, reaproveitamento de resíduos orgânicos e práticas coletivas de cuidado com o território.
A visita técnica realizada nesta semana teve como objetivo avaliar as condições necessárias para a implantação do projeto, incluindo análise do tamanho da área disponível, condições do solo, infraestrutura existente, acesso ao local e demais demandas estruturais necessárias para a construção das estufas e organização das hortas comunitárias. O momento também possibilitou alinhar aspectos técnicos da implementação e discutir, junto à comunidade, as etapas iniciais do projeto.

“A Kanindé, juntamente com outros parceiros, visa desenvolver um projeto com foco na segurança alimentar e na geração de renda dos moradores da comunidade”, afirma Edjales Benício, técnico da Kanindé.
Ainda, entre as atividades previstas estão a realização de oficinas sobre trabalho digno, proteção social, economia solidária, cooperativismo, raça, gênero e território, além de rodas de conversa e atividades culturais voltadas ao fortalecimento comunitário e ao engajamento social. A iniciativa também contempla ações de comunicação comunitária, com produção de conteúdos audiovisuais, campanhas digitais e fortalecimento da identidade territorial da comunidade.

“Esse projeto foi pensado para responder às necessidades reais dos moradores do Orgulho do Madeira, especialmente trabalhadores informais, jovens e famílias que enfrentam muitas dificuldades no dia a dia. A ideia é fortalecer a comunidade por meio da organização coletiva, formação e ações sustentáveis que possam gerar renda e melhorar a qualidade de vida no território”, destacou Eduardo Magno, presidente da Cooporgulho.
A iniciativa conta com articulação e parceria de diversas instituições, entre elas a Prefeitura de Porto Velho, a Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres, o Instituto Nacional de Pesquisas na Amazônia e a Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé.

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