(Foto: Duda Rodrigues/MDHC)
Agenda no âmbito do Acampamento Terra Livre debateu integração de políticas públicas e enfrentamento às violências, com participação de ministérios, Funai e sociedade civil
O Governo do Brasil promoveu, nessa segunda-feira (6), em Brasília (DF), uma roda de conversa com coletivos indígenas LGBTQIA+. A atividade, realizada pelos Ministérios dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e dos Povos Indígenas (MPI), integrou a programação do Acampamento Terra Livre (ATL) 2026 e reuniu representantes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e do Ministério da Saúde (MS), além de lideranças indígenas e organizações da sociedade civil.
No formato de diálogo aberto, o encontro teve como foco discutir estratégias de atuação interministerial para garantir proteção, reconhecimento e o bem-viver de indígenas LGBTQIA+, a partir de uma abordagem interseccional que considera as especificidades dessas populações.
Durante a atividade, foram debatidos temas como o enfrentamento às violências, a promoção dos direitos humanos, a valorização da diversidade na educação, a visibilidade das mulheres indígenas LGBTQIA+ e da diversidade de gênero, além do fortalecimento de políticas públicas com participação ativa dessas populações.
Articulação interministerial e políticas públicas(Foto: Duda rodrigues/MDHC)
Presente na agenda, secretária nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat, destacou o compromisso do MDHC em incorporar a pauta indígena LGBTQIA+ de forma transversal nas ações da pasta. “A gente não quer que esse tema seja tratado como cota, mas que esteja presente no nosso dia a dia, no fazer da política pública”, afirmou.
Symmy ainda ressaltou iniciativas como o programa Bem Viver+, desenvolvido em parceria com outros ministérios, além de editais como o Acolher+ e o Casas da Cidadania, que incluem critérios voltados a territórios indígenas e comunidades tradicionais.
Segundo ela, a atuação da secretaria tem buscado levar políticas públicas a locais mais distantes, conectando demandas locais às ações governamentais. “Temos ido aos territórios, inclusive os mais difíceis de acessar, para ouvir e construir políticas junto com essas populações”, completou.
Escuta ativa e demandas dos territórios
A roda de conversa também foi marcada pela escuta direta de lideranças indígenas LGBTQIA+, que apresentaram demandas relacionadas a áreas como saúde, educação, segurança e acesso a políticas públicas.
Os participantes destacaram a necessidade de ações mais efetivas para o enfrentamento às violências, ampliação do acesso a serviços de saúde integral e respeito às identidades de gênero e orientações sexuais nos territórios indígenas. Também foi ressaltada a importância de garantir visibilidade e protagonismo às mulheres indígenas LGBTQIA+, bem como de fortalecer iniciativas que promovam autonomia e inclusão.(Foto: Duda rodrigues/MDHC)
A troca de experiências e relatos evidenciou a importância de espaços institucionais de diálogo como instrumento para construção de políticas públicas mais inclusivas e alinhadas às realidades dos territórios.
Acampamento Terra Livre
A roda de conversa integrou a programação do Acampamento Terra Livre 2026, maior mobilização indígena do país, que reúne milhares de participantes de todas as regiões do Brasil.
Com o tema “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”, o encontro reforça o protagonismo dos povos indígenas diante das ameaças que incidem sobre seus territórios e modos de vida. A 22ª edição do ATL ocorre até o dia 11 de abril, no Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte), em Brasília (DF).
Realizado desde 2004, o Acampamento Terra Livre se consolidou como um espaço central de articulação política e incidência dos povos indígenas, reunindo lideranças, organizações e representantes institucionais para debater direitos, políticas públicas e estratégias de enfrentamento aos desafios contemporâneos, incluindo a crise climática.
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Texto: E.G.
Edição: F.T.
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