Imagem de Bruno Pereira e Dom Philips projetas no centro de Londres | Crédito: Opi.Isolados/ Instagram
TRF-1 acolheu pedido do MPF de mudança de foro para agilizar o processo; tribunal do júri ainda não tem data definida
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) decidiu nesta quarta-feira (04) que o julgamento de Amarildo da Costa Oliveira e Jefferson da Silva Lima, apontados como executores dos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, deve ser em Manaus ao invés de Tabatinga, município da região onde ocorreu o crime.
O desaforamento (a transferência do local) do Tribunal do Júri foi decidido após um pedido do Ministério Público Federal (MPF) para garantir “celeridade” no processo. Ainda não há data definida para a realização do júri.
“O objetivo do MPF ao pedir o desaforamento, a transferência do julgamento de Tabatinga para Manaus, foi para garantir celeridade ao processo, para que os executores sejam julgados pelo Tribunal do Júri o mais rápido possível”, explicou o procurador da República em Tabatinga Guilherme Diego Rodrigues Leal.
Pereira e Phillips foram mortos a tiros em 5 de junho de 2022, no município de Atalaia do Norte (AM), próximo à Terra Indígena Vale do Javari. Dois dias após o desaparecimento, prendeu Amarildo Oliveira, conhecido como “Pelado”, após denúncia anônima. Preso por posse de entorpecentes e munições de uso restrito, Oliveira confessou o crime no dia 15 e apontou o local onde estavam os corpos. Em julho daquele ano, Oliveira e Lima foram denunciados pelo MPF.
*Com informações do MPF
Editado por: Luís Indriunas
Fonte: https://www.brasildefato.com.br/2026/02/04/tribunal-do-juri-dos-assassinos-do-indigenista-bruno-pereira-e-do-jornalista-dom-phillips-sera-em-manaus-am/
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