O VI Acampamento Terra Livre Roraima encerrou após cinco dias intensos de mobilização e debate, contando com a participação de mais de 800 indígenas de diversas regiões e povos.

O evento, que se consolidou como um marco na luta pelos direitos dos povos indígenas, reafirmou a união e a resistência como bases fundamentais para garantir a vida e o bem viver das comunidades. Neste ano, o ATL em Roraima ocorreu nas regiões do Amajari, Serras, Itacutu e São Marcos, em datas diferentes.

Durante o acampamento, foram realizadas plenárias que abordaram temas importantes como proteção territorial, violência contra a mulher, autonomia, sustentabilidade, gestão e políticas públicas, além de saúde e educação.

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Momentos no VI Acampamento Terra Livre Roraima, na Comunidade Indígena Mangueira.

A presença massiva da juventude destacou o compromisso das novas gerações em honrar o legado das lideranças tradicionais, que dedicaram suas vidas ao movimento indígena na luta pelos direitos fundamentais.

“A juventude tem uma importância muito grande no Acampamento Terra Livre. Há jovens que estão aqui pela primeira vez, mas também há aqueles que participam desde o primeiro acampamento. São eles que estão na linha de frente, assumindo o legado das nossas lideranças tradicionais. O ATL é isso, uma verdadeira escola”, afirmou Raquel Wapichana, coordenadora do Departamento de Juventude Indígena Gabriel Ferreira, do CIR.

Entre as discussões, um dos pontos centrais foi a insatisfação com os resultados da perícia sobre a morte de Gabriel Ferreira, líder indígena que se tornou símbolo da luta por justiça. Durante um ato político, jovens expressaram repúdio aos laudos apresentados pela Polícia Civil do Estado e exigiram justiça para o caso.

“Estamos aqui lutando por justiça no caso de Gabriel, pedindo que o Estado investigue mais a fundo a sua morte. O movimento também traz outras reivindicações, como as invasões em nossos territórios, o garimpo ilegal, a poluição dos igarapés, entre outras demandas”, disse Paulo Ricardo, vice-tuxaua geral do CIR.

O Acampamento Terra Livre em Roraima ocorreu na comunidade indígena da Mangueira, na região do Amajari, em paralelo ao Acampamento Terra Livre em Brasília. A mobilização coletiva reforçou que a união e a determinação de jovens e lideranças indígenas são um sinal claro de que a resistência é a essência do movimento indígena, que busca um futuro mais justo para todos os povos.

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Juventude Indígena de Roraima presente no VI Acampamento Terra Livre, na RR 203

“O ATL/RR é a essência da luta, da resistência e da busca por justiça, sempre ecoando nossas vozes. E acontecer aqui no território é fundamental para nos fortalecer e dizer a todos do movimento indígena que não podemos esquecer do nosso feixe de varas, que representa união e resistência”, ressaltou a professora María Betânia.

Ao final do evento, uma carta com as demandas coletivas do movimento indígena de Roraima será entregue aos órgãos competentes, com a expectativa de que as reivindicações sejam atendidas. As principais demandas incluem: garantia de segurança para lideranças e comunidades que lutam por seus direitos; reforma e construção de escolas que atendam às necessidades dos estudantes indígenas; e acesso a serviços de saúde adequados e de qualidade.

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Equipe do Conselho Indígena de Roraima (CIR).

O evento contou com a participação dos departamentos do Conselho Indígena de Roraima: Comunicação, Fundo Indígena Rutî, Juventude, Departamento de Gestão Territorial e Ambiental e Mudanças Climáticas (DGTAMC), Departamento de Vigilância e Monitoramento Territorial, além de parte da coordenação executiva da organização.

O VI Acampamento Terra Livre Roraima reafirma a luta do movimento indígena, que segue resistente na defesa do território e na garantia dos direitos dos povos indígenas.

Texto: Helena Leocádio

Fotos: Gisele Wapichana, Daniel Wapichana, Marciel Wai Wai e Wey Tenente/Comunicadores da Rede Wakywaa das Regiões de: Amajarí, Itacutú e Wai Wai.

Fonte: https://cir.org.br/post/vi-acampamento-terra-livre-roraima-encerra-com-pedido-por-justica-e-garantia-de-direitos