Fortalecer o monitoramento e a proteção das Terras Indígenas da região do Xingu esteve no centro do primeiro Grupo de Trabalho (GT) de planejamento territorial do Território Indígena do Xingu (TIX). A iniciativa reuniu equipes da Funai, lideranças e associações indígenas, organizações ambientalistas, para alinhar estratégias de monitoramento, fiscalização e gestão territorial para o ano de 2026. A semana de planejamento ocorreu entre os dias 9 e 13 de março, em Canarana, Mato Grosso (MT).
A programação foi dividida em duas etapas: uma reunião técnica interna entre equipes da Coordenação Regional do Xingu (CR Xingu) e Coordenação Geral de Fiscalização e, posteriormente, um encontro ampliado com lideranças e organizações indígenas de diferentes regiões do território, Ibama, Polícia Federal, Ministério Público Federal, e organizações ambientalistas como Instituto Socioambiental – Isa e Amazon Conservation Team – ACT Brasil.
A primeira etapa ocorreu nos dias 9 e 10 de março, na sede da Coordenação Regional, com a participação da equipe do Serviço de Gestão Ambiental e Territorial (Segat), dos chefes das Unidades Técnicas Locais (UTLs) da CR Xingu e da representante da Coordenação Geral de Fiscalização (CGFis).
Para a coordenadora regional da CR Xingu, Iré Kayabi, o planejamento das ações de monitoramento e proteção territorial é essencial para orientar as atividades de monitoramento e fiscalização realizadas pela Funai, em articulação com os próprios povos indígenas e demais instituições parceiras.
“A região do Xingu abriga diversos povos e uma ampla diversidade socioambiental. A proteção desses territórios é fundamental para garantir a integridade das comunidades indígenas, a preservação da biodiversidade e a manutenção dos modos de vida tradicionais”, ressaltou.
Durante as atividades, os participantes discutiram os principais desafios relacionados à proteção territorial na região e trabalharam na elaboração do plano estratégico para monitoramento e fiscalização ao longo de 2026. O objetivo é fortalecer a articulação entre as equipes responsáveis pela proteção territorial das organizações indígenas, como o Instituto Aritana, Associação Terra Indígena Xingu (Atix), organizações comunitárias, e aprimorar a atuação integrada nas áreas de responsabilidade da Funai.
Diálogo com lideranças indígenas
A segunda etapa da programação, coordenada pela Atix, ocorreu entre os dias 11 e 13 de março, e reuniu os membros do GT de Proteção Territorial com representantes dos povos Kawaiwete, Ikpeng, Trumai, Yawalapiti, Kuikuro, Waurá, Matipu, Mehinako, Aweti, Kĩsêdjê e Tapayuna, organizações indígenas, instituições parceiras e demais órgãos públicos que atuam na proteção territorial das terras indígenas.
Durante os três dias de atividades, foram apresentadas experiências de monitoramento territorial conduzidas pelas organizações indígenas, além de iniciativas de proteção ambiental e gestão territorial. O espaço também permitiu a troca de informações sobre os principais desafios enfrentados no território e o debate sobre estratégias para fortalecer as ações conjuntas.
Ao final do encontro, os participantes pactuaram encaminhamentos e definiram ações prioritárias para o ano de 2026. A iniciativa reforça o compromisso institucional com a proteção e a integridade dos territórios indígenas na região do Xingu e com o fortalecimento das estratégias de vigilância e monitoramento conduzidas em parceria com as comunidades.
Grupo de trabalho
O Grupo de Trabalho de Proteção Territorial do TIX é uma iniciativa dos povos indígenas do Xingu, formado por seus representantes que atuam na proteção territorial. A Funai enquanto órgão do governo participa como convidada do GT, assim como Ibama, MPF, Polícia Federal e demais organizações indigenistas e ambientalistas.
Coordenação de Comunicação Social/Funai.
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