Vídeos apresentam também a Pimenta Baniwa, a culinária rionegrina e os saberes que são patrimônio cultural do Brasil

Os livros de bolso Cerâmica Baniwa e Cerâmica Tukano, lançados pelo Instituto Socioambiental (ISA) e a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), inspiraram o comunicador indígena Tukumã Pataxó (saiba mais sobre ele abaixo) a produzir uma série de vídeos sobre a arte rionegrina da cerâmica tradicional.

As cerâmicas Tukano e Baniwa sempre tiveram uma inserção na vida ritual nas comunidades indígenas do Rio Negro. A produção das peças, no entanto, foi levada ao limite do desaparecimento e, por isso, as publicações retomam saberes que estavam restritos a poucas artesãs.

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Com bom humor e curiosidades, ele mostrou os saberes por trás das peças que fazem parte do Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro, reconhecido como patrimônio cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A ação com Tukumã Pataxó foi realizada pelo ISA, Casa Wariró e Foirn em parceria com a Tucum Brasil e rede Origens Brasil®, e contou com o apoio da Nia Tero, União Europeia e da Fundação Rainforest da Noruega.

Quem é Tukumã Pataxó?

Nascido na aldeia de Coroa Vermelha, extremo sul da Bahia, Tukumã Pataxó desde pequeno aprendeu sobre as questões ligadas ao ativismo de seu povo, entre elas a luta pela demarcação de terras. 

“Desde cedo vivenciamos isso diariamente e entendemos por que precisamos ter o nosso local e por que ele é tão sagrado pra gente”, conta o jovem de 22 anos, que hoje cursa gastronomia na Universidade Federal da Bahia, a UFBA. Apesar da influência das lideranças indígenas de família, foi na escola que o seu ativismo realmente tomou forma. 

“Na aldeia, eu estudei em um colégio trilíngue, que ensina o português, o inglês e a nossa língua nativa, o Patxohã”, diz. “Essa experiência e a vivência dentro da comunidade me ajudaram muito na militância e na construção do ser indígena.” 

Para ele, a escola foi um espaço importante para aprender a preservar sua cultura, sua língua, seus esportes e suas tradições.

O que é o Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro?

O Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro, conjunto de práticas e saberes milenares dos povos do Rio Negro, agricultores por excelência, foi reconhecido em 2010 anos como patrimônio imaterial brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Estão catalogadas, ao todo, mais de 300 variedades de plantas cultivadas pelos 23 povos indígenas que vivem na região há milênios, além de 32 espécies de peixes comestíveis.

Fazem parte do sistema as técnicas de manejo dos espaços de cultivo (roça e quintais); do sistema alimentar; dos utensílios de processamento e armazenamento como a cerâmica e a cestaria; e, por fim, da conformação de redes sociais de troca de sementes e plantas que se estende de Manaus, no Amazonas, a Mitu, na Amazônia Colombiana.

O cultivo da mandioca brava, por meio da técnica de queima, plantio e manejo de capoeiras (conhecido como coivara), é a base desse sistema, compartilhado pelos povos indígenas da região.

Clique aqui para baixar o dossiê de registro no Iphan.

Assista aos vídeos!

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Tukumã com cerâmicas do Rio Negro. Foto: Pedro Hassan/ISA

Tukumã com cerâmicas do Rio Negro. Foto: Pedro Hassan/ISA

Fonte: https://www.socioambiental.org/noticias-socioambientais/comunicador-indigena-tukuma-pataxo-publica-serie-sobre-ceramicas-do-rio

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