Com objetivo de reforça a estratégia de vigilância territorial das comunidades do Centro Maturuca, que buscam assegurar a proteção da Terra Indígena Raposa Serra do Sol e preservar a integridade do território diante das ameaças externas, as sete comunidades do Centro Maturuca, Maturuca, Flexalzinho, Socó, Pavão, Lilás, Caramarem e Upaatakon, decidiram, em reunião extraordinária, reativar o Posto de Vigilância e Monitoramento Tuxaua Geraldo Macuxi, comunidade Lilás, na Terra Indígena Terra Indígena Raposa Serra do Sol.

A base foi reativada com a participação inicial de 15 lideranças indígenas e tem como principal objetivo fiscalizar e monitorar invasões no território. Segundo as lideranças, a medida foi tomada diante do aumento da presença de garimpeiros, marreteiros e da entrada de bebidas alcoólicas nas comunidades da região.

A iniciativa é uma resposta coletiva à situação enfrentada pelas comunidades. Fotos: Arquivo das lideranças. 
A iniciativa é uma resposta coletiva à situação enfrentada pelas comunidades. Fotos: Arquivo das lideranças. 

De acordo com a coordenadora do Grupo de Proteção e Vigilância Indígena Territorial (GPVIT), Nelsineide Pereira Leite, do povo Macuxi, a iniciativa é uma resposta coletiva à situação enfrentada pelas comunidades.

“Decidimos, em reunião extraordinária das sete comunidades do Centro Maturuca, reativar o posto de vigilância para proteger nosso território. Estavam tendo muitas invasões de garimpeiros, marreteiros e também a entrada de bebidas alcoólicas nas nossas comunidades. Precisamos reforçar a fiscalização”, afirmou a coordenadora.

As próprias comunidades se mobilizaram para garantir as condições mínimas de funcionamento da base. Fotos: Arquivo das lideranças.
As próprias comunidades se mobilizaram para garantir as condições mínimas de funcionamento da base. Fotos: Arquivo das lideranças.

No início das atividades, as equipes enfrentaram dificuldades, principalmente com o abastecimento de água no local do posto. No entanto, segundo Nelsineide, as próprias comunidades se mobilizaram para garantir as condições mínimas de funcionamento da base.

“No começo tivemos dificuldade de água, mas as comunidades fizeram o possível para levar água até o local e garantir que o posto pudesse funcionar”, destacou.

As lideranças estabeleceram um sistema de rodízio entre as comunidades. que permanece por 15 dias na base antes da troca com outra comunidade.

Fonte: https://cir.org.br/post/sem-fiscalizacao-dos-orgaos-competentes-comunidades-do-centro-maturuca-reativam-posto-de-vigilancia-tuxaua-geraldo-macuxi-na-comunidade-lilas