Os indígenas do Polo Base Pitaguary em Maracanaú (CE) receberam profissionais das Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena para intensificação de ações de prevenção e controle da Hanseníase. Além da busca ativa por pacientes, avaliação de casos suspeitos e dos contatos, os profissionais participaram de uma oficina de sensibilização sobre o tema. Os cerca de 40 profissionais visitaram indígenas das aldeias Monguba, unificadas e Horto no final do mês de janeiro. No Polo Maracanaú foram identificados sete casos da doença nos anos de 2014 à 2019. Após a visita das equipes, foi detectado um novo caso de hanseníase e outros dois estão em investigação, aguardando exames.

Os cerca de quase 4 mil indígenas do Polo Base Pitaguary (são 3920 indígenas aldeados e cadastrados no SIASI) em Maracanaú, situado na Região Metropolitana de Fortaleza, distando cerca de 23 Km da capital, receberam 08 profissionais da Liga Acadêmica em Doenças Estigmatizantes- LADES UFC para realizar atividades alusivas ao Dia Mundial de luta contra a Hanseníase, comemorado no último domingo do mês de janeiro. Foram realizadas Oficinas de Sensibilização para profissionais das Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena- EMSIs (20 profissionais) e para 40 pessoas da comunidade, seguida de busca de casos, com avaliação de suspeitos e de contatos de ex-pacientes. As atividades foram realizadas nas aldeias do Polo Pitaguary (Monguba e Central), mas receberam indígenas das demais aldeias (Santo Antônio, Aldeia Nova, Horto e Olho D’Água).

Na ocasião, os profissionais também aproveitaram para promover o aleitamento exclusivo até os seis meses nas aldeias indígenas Olhos d’água e Horto em Maracanaú. O DSEI Ceará levou profissionais de saúde até lá para sensibilizar gestantes e mães de recém-nascidos sobre a importância do leite materno para os bebês.

SAIBA MAIS

No dia 31 de janeiro é o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase, data instituída pela Lei nº 12.135/2.009. A hanseníase (antigamente conhecida como lepra,) é uma doença infecciosa, contagiosa, causada pelo bacilo Mycobacterium leprae, ou bacilo de Hansen. A transmissão ocorre por meio de contato próximo e contínuo com o paciente não tratado. Sua evolução depende de características do sistema imunológico da pessoa infectada e apresenta múltiplas manifestações clínicas, exteriorizadas, principalmente, por lesões dos nervos periféricos e cutâneas com alteração de sensibilidade. (Biblioteca Virtual, site MS).

 

 

Fonte: https://www.saude.gov.br/noticias/sesai/46502-dsei-ceara-intensifica-cuidados-em-aldeias-indigenas

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