Coletivos da restauração assinam a carta “Restauração na Eleição: um compromisso com a natureza, as pessoas e o futuro do Brasil” durante a Assembleia da Sociedade Brasileira de Restauração Ecológica 📷 Flávio André/Pacto pela Restauração do Pantanal

Documento assinado durante Conferência Brasileira de Restauração Ecológica defende a implementação dos compromissos ambientais do Brasil e reconhece o protagonismo dos povos indígenas, comunidades tradicionais, agricultores familiares e redes de sementes

Danielle Celentano – Analista do ISA

Organizações e movimentos que atuam na conservação da natureza e na restauração ecológica lançaram a carta “Restauração na Eleição: um compromisso com a natureza, as pessoas e o futuro do Brasil”, um chamado para que candidatas e candidatos aos Poderes Executivo e Legislativo assumam o compromisso de fortalecer a conservação e ampliar a restauração ecológica em todos os biomas brasileiros.

Leia a carta na íntegra aqui

Coletivos da restauração assinam a carta “Restauração na Eleição: um compromisso com a natureza, as pessoas e o futuro do Brasil” durante a Assembleia da Sociedade Brasileira de Restauração Ecológica.

A carta foi assinada dia 30 de julho de 2026 durante a Assembleia Geral na VI Conferência Brasileira de Restauração Ecológica (SOBRE2026), realizada na Universidade de Brasília (UnB), reunindo entidades que representam diferentes biomas, setores e experiências da restauração no país.

O documento destaca que a degradação dos ecossistemas já ameaça a segurança hídrica, energética e alimentar, além de comprometer a economia, a saúde e a qualidade de vida da população. Diante desse cenário, as entidades defendem que conservar os ecossistemas remanescentes e restaurar áreas degradadas são medidas indispensáveis para aumentar a resiliência do Brasil frente às mudanças climáticas.

A carta reforça que a restauração vai muito além do plantio de árvores. Ela recupera ecossistemas, protege a biodiversidade, fortalece a produção agropecuária, reduz riscos de desastres, gera emprego e renda e impulsiona negócios da sociobiodiversidade e da economia de baixo carbono.

Outro ponto de destaque é o reconhecimento do papel estratégico dos povos indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, cujos conhecimentos e formas de manejo são fundamentais para conservar a biodiversidade e restaurar ecossistemas. O documento também chama atenção para a necessidade de fortalecer as redes de coletores de sementes e os viveiros de espécies nativas, elementos essenciais para garantir diversidade genética, qualidade ecológica e escala às ações de restauração.

Mais do que propor novos compromissos, a carta conclama os futuros gestores públicos a implementar a legislação e os acordos nacionais e internacionais já assumidos pelo Brasil, garantindo planejamento, financiamento, governança, monitoramento e continuidade das políticas públicas voltadas à conservação e à restauração.

Assinam o documento a Sociedade Brasileira de Restauração Ecológica (SOBRE), a Aliança pela Restauração na Amazônia, a Articulação pela Restauração do Cerrado (Araticum), a Associação Brasileira dos Produtores de Sementes e Mudas Nativas (Nativas Brasil), o Observatório do Código Florestal, o Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, o Pacto pela Restauração do Pantanal, o Redário, a Rede para Restauração da Caatinga (ReCaa) e a Rede Sul de Restauração Ecológica.

A iniciativa reafirma que proteger e restaurar a natureza não é apenas uma agenda ambiental, mas uma estratégia para promover desenvolvimento, justiça social, adaptação às mudanças climáticas e qualidade de vida para as atuais e futuras gerações.

Fonte: https://www.socioambiental.org/noticias-socioambientais/carta-convoca-candidatos-assumir-compromisso-com-restauracao-ecologica