Com previsão de mais três implementações até o fim do ano, 2026 já é considerado um ano recorde pelo DGTAMC.

As comunidades indígenas Malacacheta e Jacaminzinho, da Terra Indígena Malacacheta, na região Serra da Lua, município do Cantá, receberam, durante os dias 16 e 17 de setembro, a implementação do Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA). Esta é a sexta ação realizada pelo Conselho Indígena de Roraima (CIR) em 2026. A iniciativa ocorreu no Malocão Comunitário da comunidade Malacacheta e foi conduzida pela equipe do Departamento de Gestão Territorial, Ambiental e Mudanças Climáticas (DGTAMC).

A ação teve como objetivo priorizar e implementar o PGTA com as lideranças, jovens e mulheres das comunidades, além de definir as prioridades para a aplicação dos recursos. A atividade também contou com a participação de uma comitiva de jovens indígenas da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), que, durante um intercâmbio, acompanhou, na prática, o trabalho desenvolvido pelo CIR na gestão territorial das comunidades.

Uma coisa importante é que, com isso, fortalecemos os modos de vida das comunidades, fortalecendo o que as comunidades já estão fazendo. É gratificante ver que, com a implantação do PGTA, cada vez mais estamos melhorando a qualidade do modo de vida dos povos indígenas”, destaca Sineia do Vale, coordenadora do DGTAMC.

Com a implementação nas comunidades Malacacheta e Jacaminzinho, o CIR chega ao sexto PGTA colocado em prática em 2026. Para Ivone Rodrigues, pessoa de referência para implementação no DGTAMC, o número representa um marco para o departamento, que ainda prevê a implementação de outros três planos até o final do ano.

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Lideranças durante a implementação do PGTA. (Fotos: ASCOM/CIR)

“Estamos muito gratos este ano porque esse é o sexto PGTA que estamos implementando, é um ano recorde. Nós ainda não chegamos ao final de 2026 e a proposta é que, até o final, três PGTA ainda sejam implementados. O que é algo maravilhoso para nós, para darmos resposta ao nosso apoiador de que o departamento está trabalhando, está executando e que as coisas estão acontecendo”, comemora Ivone.

O PGTA é um instrumento de gestão construído coletivamente com os moradores das comunidades, por meio de oficinas realizadas pelo CIR. O documento reúne demandas e estratégias definidas pelos próprios povos indígenas e orienta ações voltadas ao uso sustentável dos recursos naturais, à proteção dos territórios e à melhoria da qualidade de vida das comunidades.

Para esta implementação na T.I. Malacacheta, foram disponibilizados R$ 120 mil, com recursos do Fundo Pawanka e do Ministério das Relações Exteriores da Dinamarca. O valor será utilizado ao longo de 12 meses para a execução das ações definidas pelas comunidades.

No primeiro dia, as lideranças se reuniram em grupos de trabalho por bairro para buscar, dentro do PGTA, suas demandas e, assim, priorizá-las, decidindo coletivamente quais receberão o investimento, além de nomear os coordenadores responsáveis por cada projeto.

Durante o processo, a equipe do CIR, composta por Sineia do Vale, coordenadora do departamento; Ivone Rodrigues, pessoa de referência para implementação do PGTA; Ayrton Paulino, assistente ambiental; Vanessa Fernandes, assessora do departamento; Raiovane Montenegro e Renan Macuxi, engenheiros agrônomos; Onildo Tiago, do Administrativo e Financeiro; e Allyne Bentes, da Comunicação, acompanhou as discussões e prestou esclarecimentos sobre os procedimentos necessários para a execução dos recursos.

Após a consulta, as lideranças da Terra Indígena Malacacheta decidiram, juntas, distribuir os recursos entre seis bairros da comunidade Malacacheta e a comunidade Jacaminzinho. Os projetos priorizados têm como foco principal a melhoria e a implementação de sistemas de abastecimento de água potável, além de ações voltadas à melhoria da infraestrutura comunitária, de acordo com as necessidades identificadas pelas comunidades.

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Lideranças durante a implementação do PGTA. (Fotos: ASCOM/CIR)

“Devido ao clima que nós estamos vivendo hoje, o grupo pensou na questão da ampliação do nosso sistema de água. Por exemplo, nós aqui hoje trabalhamos com poço manual, cavado manualmente. Só temos dois poços artesianos. Então, pensamos nisso porque estamos vendo futuramente a questão da seca que pode acontecer na nossa comunidade”, explica o tuxaua da comunidade Malacacheta, José Ailton.

O segundo dia da atividade foi dedicado à elaboração dos projetos, dos termos de compromisso, à construção dos orçamentos e dos ofícios de solicitação dos materiais para dar início à implementação das ações pelos próprios moradores, com o apoio da equipe técnica do CIR.

A implementação do sexto PGTA do ano fortalece a autonomia dos povos indígenas de Roraima e a participação das comunidades na definição das ações prioritárias para seus territórios e marca, segundo o DGTAMC, um período de ampliação da execução dos planos de gestão territorial apoiados pelo CIR.

Fonte: https://cir.org.br/post/cir-fortalece-gestao-territorial-com-implementacao-do-sexto-pgta-em-2026-na-terra-indigena-malacacheta