O Conselho Indígena de Roraima (CIR), por meio do Departamento de Gestão Territorial, Ambiental e Mudanças Climáticas (DGTAMC), realizou a implementação do Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA), visitas técnicas de monitoramento e a entrega de materiais para viveiros de mudas de plantas nativas. A atividade ocorreu nas comunidades indígenas Mangueira, Guariba e Ananás, na região Amajari, entre os dias 15 e 17 de julho.
As visitas foram conduzidas pelos engenheiros agrônomos Renan Macuxi e Raiovane Araújo, com o objetivo de fortalecer os trabalhos já desenvolvidos nas comunidades voltadas à produção de mudas de plantas nativas.
Nas comunidades indígenas Mangueira e Guariba, foram entregues materiais e equipamentos para os viveiros existentes que juntos já produziram mais de 10 mil mudas de espécies madeiráveis, frutíferas e medicinais destinadas ao plantio e à distribuição para outras comunidades.
“Para mim, é um grande prazer a gente está recebendo hoje esse material, que veio para nos auxiliar e fortalecer a nossa comunidade no plantio de árvores para, mais na frente, a gente está construindo casas e outros tipos de materiais, como mesas, coisas de que a gente necessita aqui e que nós não temos mais. A nossa mata está completamente acabada. Então, hoje nós precisamos dessa força, dessa ajuda, dessa parceria”, destaca o Tuxaua Emanuel da comunidade Mangueira.















Momentos durante a visita nas comunidades da região Amajari. (Fotos: Arquivo Pessoal).
A ação envolveu também a implementação de parte do PGTA na comunidade Ananás, com a instalação inicial do sistema de irrigação e a montagem da estrutura de uma balsa artesanal de madeira, destinada a atender uma roça tradicional de meio hectare. Para o Tuxaua da comunidade o sistema vai ajudar a manter as sementes tradicionais que tem sido bastante afetada devido às mudanças climáticas.
“Esse projeto de irrigação é para que a gente não tenha perda das sementes, como já tivemos por causa da seca e, agora, da enchente. Fizemos a construção dessa balsa, que vai dar assistência ao motor-bomba do sistema de irrigação que está aqui para a nossa lavoura”, explica o Tuxaua Estélio Tabosa da comunidade Ananás.
A ação reforça o compromisso do CIR com o fortalecimento da gestão territorial e ambiental com o apoio às iniciativas de produção sustentável nas comunidades indígenas do Estado, e conta com apoio de Pawanka Fund e Nia Tero.
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