O Conselho Indígena de Roraima (CIR), por meio do Departamento Jurídico, participou do encontro para validar a tradução da Constituição Federal para a língua Wapichana, realizado pelo Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR), nesta sexta-feira, 17 de julho, na comunidade indígena Canauanim, região Serra da Lua, no município de Cantá. A iniciativa reuniu professoras fluentes na língua Wapichana, lideranças indígenas e parceiros do projeto.
Durante o evento, a advogada Luciane Macuxi, representante do CIR, mediou a mesa e realizou a entrega da tradução da Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), nas línguas Macuxi e Wapichana, aos representantes das instituições parceiras.
“Nós, como instituição, reconhecemos e valorizamos essa iniciativa do Tribunal de Justiça de traduzir a Constituição para as línguas Macuxi e Wapichana. O CIR já realizou a tradução da Convenção nº 169 da OIT para essas línguas, juntamente com os professores da Serra da Lua. Isso reafirma o nosso compromisso com a proteção das línguas indígenas e com a efetivação dos nossos direitos”, destaca a advogada.
Em setembro de 2025, o Departamento Jurídico do CIR iniciou o processo de tradução da Convenção nº 169 da OIT, que trata dos direitos dos povos indígenas e tribais, para as línguas maternas Macuxi e Wapichana. O documento foi lançado durante a 55ª Assembleia Geral dos Povos Indígenas de Roraima, tornando o CIR pioneiro na região Norte na tradução do documento.









Participação do CIR e TJRR. (Fotos: ASCOM/CIR).
Em mais um passo para a autodeterminação e a autonomia dos povos indígenas, o CIR apoia o projeto de tradução da Constituição Federal para as línguas indígenas Wapichana e Macuxi. A atividade será conduzida pelo TJRR. A iniciativa foi apresentada em 28 de maio de 2025 às lideranças da região Serras, durante encontro realizado na comunidade indígena Maturuca, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol.
“Depois da validação, nós vamos editar os exemplares, disponibilizá-los eletronicamente e difundir esse material nas comunidades. Queremos visitar todas as comunidades Wapichana e Macuxi para divulgar esse projeto e explicar como ele foi construído, para que as pessoas tenham acesso ao conteúdo”, explicou o vice-presidente do TJRR, desembargador Almiro Padilha, autor do projeto.
O desembargador também reforçou a relevância da participação das professoras indígenas fluentes nas línguas Macuxi e Wapichana no processo de revisão da tradução. Segundo ele, esse envolvimento garante legitimidade ao projeto.
O CIR reforça o compromisso com a valorização das línguas indígenas e com a ampliação do acesso dos povos originários aos direitos constitucionais, por meio da tradução dos documentos jurídicos para as línguas maternas.
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