O encontro estadual Lideranças e Gestores Públicos-Fortalecendo o diálogo e a construção de políticas públicas, ocorreu na manhã desta terça feira (7), no Centro Regional de Educação Indígena do Amajari Noêmia Peres (CREIANP), durante o ATL/RR.
Realizado pelo Departamento Jurídico do Conselho Indígena de Roraima (CIR), a mesa mediada pelas advogadas indígenas Fernanda Wapichana e Luciane Macuxi, o encontro foi planejado para fortalecer a compreensão e a incidência das lideranças indígenas sobre as políticas públicas, promovendo um espaço acessível, participativo e direto de diálogo entre lideranças e gestores públicos.
Participaram do encontro lideranças indígenas, representantes do Observatório de Direitos Humanos da UFRR, Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH), coordenação regional da Fundação Nacional dos Povos Indígena (FUNAI), e o representares dos estudantes indígenas do Instituto Insikiran da UFRR.
Priscila Cardoso, coordenadora do Observatório dos Direitos Humanos destacou o que são políticas públicas, como podem ser acessadas e porque elas existem e reforçou que os povos indígenas tem autodeterminação para definir a forma como o Estado deve se relacionar com os povos indígena, para realizar políticas públicas, com a consulta livre, prévia e informada.
“Os povos indígenas tem o direito de decidir como a saúde deve chegar na sua comunidade, como a educação deve ser executada na sua comunidade e principalmente como deve ser feita a gestão no seu território”, afirmou Priscila.










Momentos do encontro no VI Acampamento Terra Livre. Fotos: Ascom – CIR
Marizete Macuxi, coordenadora regional da FUNAI/RR, apresentou parte dos serviços disponíveis pela instituição aos indígenas, reforçando que o papel do órgão é apoiar, monitorar e fiscalizar o jeito que as políticas públicas são realizadas no território.
“Além de parcerias para fortalecer as políticas públicas que já existem nas comunidades seja nas áreas da saúde, educação e infraestrutura, nós temos o papel de fiscalizar como elas são implementadas”, disse a coordenadora.
Foi uma manhã dedicada para tirar dúvidas, apresentar demandas e agregar conhecimentos com as lideranças indígenas. Divididos em três grupos; juventude, homens e mulheres foram pontuados as políticas públicas necessárias para o bem viver nas comunidades. Um dos pontos citados foi sobre o respeito a organização social dos povos indígenas.
“Esse foi um espaço muito importante, pensando para que vocês pontuem e reivindiquem as demandas nas diversas áreas, reforço que o que for apresentado aqui fará parte da carta final do Movimento Indígena“ destacou Luciane Macuxi.
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