A reunião de priorização e implementação do Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) ocorreu nos dias 29 e 30 de junho, na Comunidade Indígena Canauanin, região Serra da Lua. A atividade reuniu lideranças e a equipe técnica do Departamento de Gestão Territorial, Ambiental e Mudanças Climáticas (DGTAMC) e do Departamento Administrativo Financeiro (DAF) do Conselho Indígena de Roraima (CIR).
A reunião de priorização do Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) faz parte de um processo composto por três etapas. A primeira é a sensibilização, momento em que são compartilhadas informações sobre a implementação do PGTA. A segunda é a reunião de priorização, na qual as lideranças definem, de forma coletiva, quais iniciativas serão executadas, como projetos de avicultura, piscicultura, roça comunitária, entre outros. Nessa fase, os projetos são construídos coletivamente e os termos de compromisso são assinados. A última etapa corresponde à implementação do PGTA.
Ao todo, foram priorizados 12 projetos nas áreas de agricultura sustentável, construção de escritório e barracão comunitário, fortalecimento do Grupo de Proteção e Vigilância Territorial Indígena (GPVTI), com a aquisição de equipamentos que irão auxiliar nas atividades de campo, fortalecimento do projeto de bovinocultura, com a compra de materiais essenciais para o manejo sustentável, respeitando o meio ambiente e as tradições indígenas, além da produção de artesanato e do fortalecimento da medicina tradicional. Os projetos serão executados nos bairros Centro Canauanim, Barro Vermelho, Nova Morada e Campinho.







Lideranças durante reunião na comunidade Canauanin. (Fotos: Divulgação).
As ações do PGTA, ou Plano de Vida, como é chamado pelas lideranças, fortalecem a autonomia e a gestão do território, além de apoiar as regiões e comunidades no enfrentamento às mudanças climáticas e às pressões externas. Também contribuem para a manutenção dos modos de vida tradicionais, a geração de renda, a educação, a soberania alimentar e a governança.
Para a região Serra da Lua, foi disponibilizado o valor de R$ 120 mil. A ação conta com o apoio dos parceiros Pawanka Fund e Danida (Embaixada da Dinamarca).
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