O Movimento Indígena de Roraima segue mobilizado nesta sexta-feira (7) contra o julgamento, no Supremo Tribunal Federal (STF), de recursos relacionados à Lei do Marco Temporal. No segundo dia, a manifestação acontece de forma pacífica na rotatória da Enseada, na BR-174, e busca defender os direitos originários dos povos indígenas sobre seus territórios.

A principal reivindicação da iniciativa é que o julgamento ocorra de forma presencial para garantir a transparência e participação dos povos indígenas, principais afetados pela legislação.

As atividades do segundo dia de mobilização tiveram início às 7h40, na Comunidade Indígena Entroncamento, na Terra Indígena São Marcos. Durante a manhã, indígenas de diferentes regiões realizaram cantos, danças tradicionais e momentos de fortalecimento cultural, reafirmando a identidade e a resistência dos povos originários.

O primeiro ato do dia terminou às 9h e paralisou a BR-174 nos dois sentidos. O bloqueio ocorre por períodos de uma hora, com intervalos de 30 minutos para a liberação do tráfego. Entretanto, é liberada a passagem de ambulâncias e pessoas idosas durante a paralisação. 

Por meio de gritos de resistência , os manifestantes defendem a rejeição ao Marco Temporal e reafirmam a luta pela garantia dos direitos constitucionais dos povos indígenas. 

A mobilização teve início na quinta-feira (6), quando centenas de indígenas se reuniram na BR-174 para marcar o começo do movimento. Às 13h, a rodovia foi interditada por aproximadamente 1h30, nos dois sentidos, período em que lideranças e representantes das comunidades apresentaram as principais reivindicações relacionadas ao julgamento no STF.

À noite, por volta das 19h30, os participantes da mobilização receberam atualizações da comissão do Conselho Indígena de Roraima (CIR) que está em Brasília. As informações foram compartilhadas pelo Tuxaua-Geral do CIR, Amarildo Macuxi, que apresentou um balanço das reuniões realizadas em articulação com outros órgãos e organizações. Além do Tuxaua, fazem parte da comissão, as  equipes jurídica e de comunicação que acompanham o julgamento.

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Momentos durante o segundo dia de mobilização na comunidade indígena Entroncamento. Fotos: Ascom/CIR 

Fonte: https://cir.org.br/post/segundo-dia-de-mobilizacao-indigena-mantem-manifestacao-pacifica-na-br-174-contra-julgamento-do-marco-temporal