Foto: Jhemerson Apurinã/Funai
A ação de vigilância e proteção territorial visa diminuir as vulnerabilidades no entorno da Floresta Nacional do Iquiri e da Terra Indígena Boca do Acre
Uma ação de vigilância e proteção territorial em conjunto com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e agentes ambientais indígenas foi realizada na Terra Indígena Boca do Acre do Povo Apurinã. A atividade aconteceu nos dias 29, 30 e 31 de maio, no entorno próximo à Floresta Nacional do Iquiri no estado do Amazonas.
O intuito da ação foi coibir atividades predatórias nos limites da Terra Indígena Boca do Acre e no entorno da Flona do Iquiri, contribuindo para a preservação ambiental da localidade e para a manutenção do modo de vida do Povo Apurinã.
A área que faz divisa com a Flona do Iquiri é vulnerável a pressões de invasores e por isso tem sido frequentemente monitorada por agentes ambientais da Associação Indígena Apurinã Mayônaty, juntamente com membros da aldeia Chaparral da Terra Indígena Boca do Acre.
A composição dos agentes ambientais indígenas é formada por homens, mulheres e jovens entre os quais é estimulada a inclusão e a participação da comunidade local, incentivando assim a transmissão dos conhecimentos tradicionais e das formas ancestrais de vigilância e cuidado com o território.
Todas as atividades de campo realizadas são registradas em relatórios de campo, que permitem acompanhar os resultados ao longo do tempo e gerar informações que comprovam os avanços alcançados.
A chefe do Serviço de Proteção Territorial da Coordenação Regional (CR) Alto Purus, Juliana Fortes, enfatizou que “Os relatórios elaborados pelas equipes de vigilância indígena são fundamentais para embasar os planos de monitoramento e fiscalização realizados pela Funai, pois revelam quais são os pontos sensíveis que precisam de atenção”.
Esta é a segunda atividade deste ano, e a previsão é de que a próxima ação aconteça no final de junho, de modo a intensificar o monitoramento nesta época do ano. O período é considerado o que mais expõe o território às vulnerabilidades por ser o período de seca na região amazônica, quando o volume das águas dos rios diminui significativamente, deixando os barreiros descobertos e o acesso a eles mais facilitado.
O secretário-geral executivo da Associação Indígena Apurinã Mayônaty, Joemisson Apurinã, falou da importância da ação. “As atividades de vigilância e proteção territorial desenvolvidas pelos agentes ambientais indígenas têm sido fundamentais para a proteção da Terra Indígena Boca do Acre, especialmente nas áreas mais distantes e vulneráveis do território, localizadas nos limites da terra indígena e de difícil acesso a partir do centro da aldeia. Os resultados já podem ser observados na prática, pois houve uma significativa redução da presença de invasores, especialmente caçadores ilegais, pescadores predatórios e exploradores de recursos naturais que anteriormente atuavam com maior frequência nessas áreas”.
As ações desenvolvidas pelos agentes ambientais em parceria com a Funai e o ICMBio têm contribuído para reduzir em aproximadamente 80% a entrada de caçadores ilegais, pescadores predatórios e exploradores de recursos naturais nas áreas monitoradas da Terra Indígena Boca do Acre. A presença constante das atividades de monitoramento e vigilância em campo, com o apoio dos órgãos federais, têm sido fundamentais para alcançar resultados positivos.
Coordenação de Comunicação Social/Funai.
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