Ação integrada combate crimes ambientais, apreende equipamentos e identifica indícios de fraude em planos de manejo florestal.
A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) participou, entre os dias 11 e 15 de maio, de operação coordenada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para combater a exploração ilegal de madeira nas Terras Indígenas Apiaká/Kayabi, Arara do Rio Branco e Aripuanã, localizadas no estado de Mato Grosso.
A ação contou ainda com a participação da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil de Mato Grosso (PJC-MT) e fortaleceu a atuação integrada dos órgãos de fiscalização e segurança pública no enfrentamento aos crimes ambientais em territórios indígenas.
Durante a operação, um madeireiro responsável pela extração ilegal de madeira foi autuado. Também foram apreendidos uma pistola, aparelhos celulares e veículos, incluindo camionetes. Além disso, foram inutilizados acampamentos utilizados na atividade criminosa, bem como tratores, pás-carregadeiras, motocicletas e caminhões empregados na exploração ilegal.
A exploração ilegal de madeira é um dos principais vetores de degradação ambiental na Amazônia. Durante as ações, foram identificados indícios de que a madeira extraída das terras indígenas vinha sendo “esquentada” por meio de planos de manejo florestal fraudulentos, mecanismo utilizado para mascarar a origem ilícita do material.
Essa prática contribui diretamente para o avanço do desmatamento na Amazônia e no Cerrado, provocando perda de biodiversidade e agravando os efeitos das mudanças climáticas. Os impactos também atingem profundamente as comunidades indígenas, ao comprometer modos de vida tradicionais, a segurança alimentar e a relação histórica desses povos com seus territórios.
Os encaminhamentos necessários foram realizados junto à Delegacia da Polícia Federal responsável pela jurisdição da área, para adoção das medidas de polícia judiciária cabíveis.
Coordenação de Comunicação Social/Funai
Comentários