Os representantes das regiões Alto Cauamé, Amajari, Baixo Cotingo, Murupu, Surumu, Serras, Raposa, Itacutú, Wai Wai, Serra da Lua e Tabaio repassaram informes sobre a situação das comunidades indígenas e o planejamento regional, na manhã deste sábado (4).
Foram apresentadas pontuações sobre as enchentes que afetaram as regiões Raposa, Serras, Surumu, Baixo Cotingo e Itacutú, causando perdas de sementes tradicionais e roças, além de deixar famílias desabrigadas. O garimpo ilegal também foi mencionado pelos representantes das regiões, que expressaram preocupação com a destruição do meio ambiente e a poluição dos rios.
“Nossos peixes e águas estão contaminados, e o garimpo ilegal continua funcionando, afetando a vida das comunidades da T.I. Raposa Serra do Sol. Precisamos que os órgãos atuem permanentemente no combate a esse crime”, disse a liderança.
Alexandre Waiwai compartilhou com as lideranças a conquista de concluir o doutorado em Antropologia Social, além de expressar gratidão pelo fortalecimento da autonomia do povo Wai Wai, por meio do apoio do Conselho Indígena de Roraima (CIR).
“Nossa região foi contemplada no primeiro edital do Fundo Rutî, que apoiou nossos projetos. Estamos produzindo cacau na comunidade Jatapuzinho. Este é o período da coleta da castanha, que é muito importante para nós. Reunimos toda a família para participar da atividade e nós mesmos fazemos o escoamento da produção para estados como Pará, São Paulo e Manaus, por meio da nossa associação”, afirmou Alexandre Wai Wai.








Lideranças durante mesa de apresentação. (Fotos: Maciel Macuxi- ASCOM/CIR).
As lideranças também destacaram projetos de agricultura sustentável em roças comunitárias, regionais e familiares, pecuária sustentável, oficinas de prevenção, combate e enfrentamento às violências contra as mulheres indígenas, medicina tradicional, artesanato, corte e costura, entre outras iniciativas.
“A região Alto Cauamé trabalha com a medicina tradicional no território. Temos as nossas plantas e estamos sempre dispostos a ajudar com a produção de remédios caseiros”, destacou a coordenadora de mulheres da região Alto Cauamé, Valterlina Pinto.



Momento de entrega de presentes aos coordenadores. (Fotos: Maciel Macuxi- ASCOM/CIR).
Ao final da mesa, a coordenação executiva do CIR agradeceu as informações repassadas pelas lideranças e reafirmou o apoio, o acolhimento e o fortalecimento das regiões de base da organização.
“Muito obrigado pelas informações que todos trouxeram sobre as regiões de vocês. Apesar dos desafios, vocês estão aqui, juntos, apresentando a realidade de cada território. O CIR reafirma o compromisso, enquanto organização, de lutar pelos direitos e pela autonomia dos povos indígenas”, concluiu a Tuxaua Geral do Movimento de Mulheres do CIR, Kelliane Wapichana.
Comentários