Foto: Haroldo Resende/Funai
AFundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) realizou uma ação voltada ao diagnóstico, monitoramento e qualificação da infraestrutura comunitária em terras indígenas no estado de Goiás, conduzida pela Unidade Técnica Local em Goiânia (UTL-GYN), vinculada à Coordenação Regional do Araguaia Tocantins (CR-ATO), com apoio da Coordenação-Geral de Infraestrutura Comunitária (CGIC), da Diretoria de Gestão Ambiental e Territorial (Digat), entre os dias 22 e 28 de fevereiro de 2026.
A ação contemplou a Terra Indígena Carretão, do povo Tapuia do Carretão; e a Terra Indígena Karajá de Aruanã, nas aldeias Buridina e Bdè Burè, do povo Iny Mahãdu-Karajá. Participaram da atividade equipes técnicas da Funai, incluindo engenheiros recém-integrados ao quadro da instituição por meio do Concurso Nacional Unificado, entre eles profissionais indígenas.
Na Terra Indígena Carretão, foram realizadas vistorias em estruturas de uso coletivo, como ranchão, galpão e casa de apoio, além de espaços voltados à educação e à cultura, incluindo a primeira escola da comunidade e o antigo posto indígena da Funai. Este último, está sendo analisado para ser destinado à implantação de uma casa de cultura, com foco na preservação da memória e da identidade do povo Tapuia.
Também foram avaliadas estruturas ligadas às atividades produtivas, como a Casa de Farinha Marly Tapuia e o galpão agrícola, além de outras benfeitorias voltadas à segurança alimentar e à geração de renda. A equipe técnica analisou ainda áreas com potencial para implantação de equipamentos estratégicos, como monumento de entrada da aldeia e mirante, com vistas ao fortalecimento da vigilância territorial e ao desenvolvimento de iniciativas de etnoturismo, evidenciando a articulação entre infraestrutura, proteção territorial e desenvolvimento sustentável.
Na Terra Indígena Karajá de Aruanã, as atividades incluíram a vistoria de estruturas e áreas sensíveis do território Iny Mahãdu, como o cemitério tradicional, cercas divisórias atingidas por incêndios recentes, além de açude sazonal e estrada vicinal que atravessa a terra indígena, elementos importantes para mobilidade e uso do território.
Na aldeia Buridina, foram avaliadas intervenções de contenção de processos erosivos, com identificação de pontos críticos ao longo do território. A equipe técnica vistoriou ainda equipamentos comunitários relevantes, como o Museu Maurehi, e realizou o levantamento de demandas de infraestrutura apresentadas pelas comunidades.
Além do diagnóstico físico, a ação incluiu orientações técnicas às lideranças indígenas sobre manutenção, recuperação e planejamento de novas estruturas, bem como informações sobre acesso a políticas públicas, como o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida Rural. A atuação da Funai nesse contexto busca qualificar o acesso a políticas públicas e assegurar sua implementação em consonância com as especificidades socioculturais dos povos indígenas.
A agenda também contribuiu para o acompanhamento de outras iniciativas governamentais em curso nos territórios, incluindo ações nas áreas de infraestrutura viária, esportiva e de telecomunicações, reforçando o papel da Funai na articulação e qualificação da atuação estatal em terras indígenas.
Para o chefe da UTL-GYN, Haroldo Resende, “a missão técnica percorreu os territórios indígenas atendidos pela UTL-GYN e resultou na coleta de informações estratégicas que subsidiarão a elaboração de relatórios técnicos e planos de trabalho. Esses instrumentos orientarão futuras ações voltadas ao aprimoramento, recuperação e implantação de infraestrutura comunitária nas terras indígenas de Goiás, com base em planejamento participativo e tecnicamente qualificado”.
A visita também foi marcada pelo intercâmbio de conhecimentos entre servidores da Funai e as comunidades indígenas, o que fortaleceu vínculos institucionais e promoveu a integração entre saberes técnicos e tradicionais, além de evidenciar a hospitalidade e o protagonismo das comunidades. A iniciativa reafirma o compromisso da Funai com a escuta ativa, o fortalecimento da autonomia indígena e a implementação de políticas públicas estruturantes, com foco na promoção da qualidade de vida, da sustentabilidade e da proteção dos territórios indígenas.
Coordenação de Comunicação Social/Funai.
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